Como se tornar um verdadeiro
líder
Por Guilherme Junqueira
O que constitui o poder pessoal de um verdadeiro
líder?
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Um verdadeiro líder não
tem qualquer dificuldade em atrair bons aderentes. Uma pessoa
que mostra qualidades de um verdadeiro líder não tem dificuldade
alguma em obter apoio eficiente. Os outros têm todo o prazer
em segui-lo, sem sequer pensarem nisso. Esta é uma das características
do verdadeiro poder pessoal.
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Um verdadeiro líder influência os outros. À medida que o seu poder pessoal
se desenvolve, influência os outros com mais facilidade. Mesmo quando não faz
um esforço conselhos, tentando imitá-lo.
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Um verdadeiro líder sabe gerir o seu tempo Um verdadeiro líder é alguém que
sabe gerir o tempo, que é perfeitamente organizado e sempre pontual. Respeitando
o seu horário, também respeita o dos outros.
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Um verdadeiro líder sabe como vender. Fazer uso do seu poder pessoal é saber
convencer os outros. Portanto, um bom líder é também um bom vendedor, capaz de
fazer com que qualquer iniciativa pareça atraente e de mobilizar as pessoas para
seguir a sua causa. Um líder sabe vender-se a si e as suas idéias.
Mas antes
de desenvolver o seu poder pessoal, é preciso que adote uma atitude que o separe
automaticamente das massas dos seus aderentes anônimos.
Comece por recusar
ser anônimo
Se quiser tirar proveito das suas qualidades de líder, a primeira coisa a fazer é emergir
da massa anônima dos seus colegas. Tem de tornar-se notado e estimado; os seus
conselhos, competência e talentos especiais devem ser procurados. A sua emergência
deve ser gradual. Imponha-se através das suas qualidades e não pisando os outros.
Deixe que os outros o elevem acima das massas, por sua própria iniciativa. Como?
Existem várias maneiras de fazê-lo, de acordo com o seu estilo de vida e o tipo
de trabalho que faz. Pode também usá-las todas. Os resultados serão ainda mais
espetaculares!
Adquira capacidades especiais
Se está no mercado de trabalho há alguns anos, deve saber que hoje em dia os
empresários, tanto no sector público como no privado, procuram cada vez mais
candidatos que são tanto polivalentes como especializados. Por outras palavras,
isto significa que querem o bolo coberto de açúcar! Cabe-lhe a si dar-lhes o
que eles procuram!
Acima das suas habilitações normais, que provavelmente são iguais às de um grande
número de pessoas, deve adquirir uma capacidade altamente especializada num campo
relacionado com elas. Torne-a o seu orgulho. Leia, estude, faça cursos e mantenha-se
atualizado. Se conseguir especializar-se numa área rara e útil, terá uma enorme
vantagem! Não passará muito tempo sem que reparem em si, pode estar certo disso.
Portanto, comece a procurar
essa área em que pode especializar-se. Não só será mais útil
aos seus patrões, como também estará em vantagem para procurar outro emprego,
se, por um motivo ou outro, perder o emprego presente.
Qual a área em que posso especializar-me?
O que devo fazer para isso?
Seja sempre impecavelmente
delicado É um curioso sinal dos tempos que o simples fato de ser
delicado é o suficiente para as pessoas repararem em si! E é verdade. Hoje em
dia, as pessoas que praticam a velha cortesia são as mais estimadas. Ser delicado
não significa ser hipócrita ou fiado. Pelo contrário, a cortesia é uma manifestação
do respeito que tem pelos outros.
Agradecer a alguém o serviço que lhe prestou (por mais pequeno que seja), segurar
a porta para a outra pessoa passar, sorrir ao empregado da caixa, ao mecânico
ou ao porteiro, não interromper os outros, todas estas pequenas ações servem
para tornar a vida em sociedade mais fácil. Não seja descuidado com elas. Não
custa nada, e as pessoas apreciam-nas ainda mais hoje em dia, por se terem tornado
tão raras.
Seja deferente com os outros
Ser deferente (reconhecer a autoridade dos outros) é outra virtude esquecida. Se conhecemos alguém que parece respeitar
os outros a nível pessoal ou profissional, pensamos imediatamente que essa pessoa é servil
ou fraca, ou que está a fingir para conseguir alguma coisa de nós.
Livre-se dessa
atitude!
Mostre respeito a quem quer
que ache que o merece, seja pelas suas opiniões,
conhecimentos, habilitações ou autoridade. Por exemplo, se tem de chamar um canalizador,
deixe-o trabalhar sozinho, em paz, em vez de se pôr a andar à volta dele. Respeite
a sua competência profissional. Se alguém exprime uma opinião que é contrária à sua
durante uma conversa, não lhe salte para cima a gritar: “Isso é ridículo!” Se
acha que tem de dizer alguma coisa, então diga calmamente algo como: “Não posso
dizer que estou de acordo por que...”
Aprenda a cativar os outros
Para emergir do anonimato, tem de saber despertar o interesse
das pessoas que o rodeiam. Aliás,
fazer com que as pessoas se interessem não basta. Se quer realmente ser um líder,
tem de cativar as pessoas. Faça com que elas sejam imediatamente receptivas ao
seu poder pessoal. A melhor forma de fazer isto é com os olhos. Desenvolva um
olhar admirável.
Como reage quando alguém olha para si fixamente?
- Nem dá por isso;
- retribui o olhar em desafio;
- fica atrapalhado;
- sente-se lisonjeado.
Para cativar os
outros, concentre-se
nos olhos. Não se sinta lisonjeado nem atrapalhado pelo
olhar de alguém. Não retribua o olhar. Mas mostre que reparou nessa pessoa deitando-lhe
um rápido olhar, diretamente para os olhos.
A luz nos seus olhos deve
ser semelhante à que tem quando reencontra um velho
amigo no meio de uma multidão. Não faça uma careta, nem sorria – olhe somente.
O seu olhar rápido e direto ficará registrado e comunicará que tomou conhecimento
da existência dessa pessoa, mesmo que não a conheça.
Reconhecer a existência de uma pessoa com o olhar é cativá-la. Num mundo onde
reina a indiferença e o individualismo, este gênero de olhar chama a atenção
dos outros imediatamente. As pessoas sentem que podem aproximar-se e ultrapassar
as barreiras que normalmente as separam de si. Por outras palavras, tornam-se
sensíveis ao seu poder pessoal.
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