Dificuldades de Relacionamento
Por Elisabeth Salgado
É comum
pessoas se queixarem de ter dificuldades em seus relacionamentos.
Não se sentem compreendidas, aceitas ou amarguram
decepções.
Embora mais fácil, responsabilizar o outro como sendo
o único a falhar, não nos ajudará. Em
lugar disso, é mais produtivo descobrir como estamos
nesse ou naquele relacionamento.
Todo mundo canaliza sua energia
para ter bons contatos com o meio. Se é bem sucedido, vai-se tornando auto-confiante
e lidará cada vez melhor com seu ambiente, caso contrário,
seu modo de fazer contato ou de se relacionar será contaminado
por sentimentos desagradáveis como a raiva, confusão,
futilidade, impotência , desapontamento e assim
por diante.
Quando em contato, várias funções são
ativadas: o ver, o escutar, o falar, o movimentar-se,
o toque, o gosto e o olfato, assim como nossos
sentimentos naquele
momento.
O medo de ser infeliz, por
exemplo, prejudica o contato com os demais, fazendo surgir
certas atitudes
de distanciamento,
inércia ou desinteresse.
Se temermos críticas
ou nos sentimos inferiores, podemos desviar o olhar, evitando
nos expor, ocultando
sentimentos
e fugindo do que possamos perceber no
outro.
O escutar também pode se apresentar contaminado por
sentimentos de insegurança, mágoa e intolerância.
Escutar requer passividade e acolhimento. Se eu interrompo
a fala do outro, arrisco-me tanto ao seu descontentamento quanto
a uma compreensão incompleta
do que me estava sendo dito.
A pessoa que espera críticas,
por exemplo, pode se habituar a ouvir só a crítica
em si e nada mais, ou então
só escuta aquilo que consegue
aceitar como favorável,
não escutando a crítica.
Ao falar, o contato pede ser
prejudicado de vários modos.
Gritos, palavras agressivas, irônicas
ou depreciativas, são alguns
exemplos. Entretanto, fazer perguntas
em lugar de afirmações
ou perguntando como resposta à outra
pergunta, também dificulta
o contato entre as pessoas, provocando
frieza e distanciamento.
"
Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores
do que teu silêncio".
(ditado indiano)
Ao refletir
em "como"estou
me relacionando, é importante
perceber se uma das seguintes
situações
predomina em minha maneira
de estar com o outro:
a)
Aceito tudo que me é passado,
sem questionar? Acho que
sou o único responsável
pela situação?
Freqüentemente me
sinto culpado?
b) Tenho
a tendência a sempre
achar que o outro é o
culpado ou que não
me dá atenção?
Comumente me sinto como
vítima
e impotente perante o
outro e, assim, alimento
rancores?
c) Só me
preocupo com meus interesses
e só o
meu ponto de vista é correto?
d) Costumo falar demais,
dando pouca atenção
ao que a outra pessoa
diz?
e) Tenho muita
dificuldade em
lidar com as diferenças
manifestas pelas
pessoas?
f) Percebo
que é comum fazer coisas para os outros e
ficar frustrado
porque eles não
fazem o mesmo para
mim?
Caso haja predominância
de uma das situações
enfocadas,
certamente nossa maneira de se relacionar estará prejudicada
e disfuncional,
carecendo de mudanças.
Para podermos
nos relacionar
saudavelmente, é necessário
lembrar
que não
podemos
mudar o
outro;
o que podemos
mudar é a
maneira
de estar
com
o outro.
Ao estabelecer
um bom
contato,
precisamos
reconhecer
o que
queremos, nossas
necessidades
e
sentimentos,
lembrando
que estes
não
têm
que coincidir
com os
de outras
pessoas,
e aprendendo
a lidar
com o medo
da rejeição
e da separação.
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