Auto sugestão e o sono
Por Paulo Madjarof
Filho
A
Você está pronto para ir para a cama. Chaveia
as portas da casa, desliga os aparelhos, apaga as luzes.
Deita-se em sua cama e, gradativamente, atenua as percepções
para mergulhar num sono profundo.
É
exatamente esta a melhor hora para se realizar auto-sugestões
desejadas, ou seja, o breve instante que marca a passagem
da vigília para o sono. Trata-se daquele momento
em que você não está acordado nem
tampouco dormindo. Colhe ainda vagamente as impressões
a sua volta, como um latido de um cão ou a freada
brusca de um automóvel, ao mesmo tempo em que
contempla o mundo onírico, o mundo dos sonhos.
A
auto-sugestão realizada neste momento se torna
muito mais efetiva à medida que atravessa
coma maior facilidade a ponte para o inconsciente,
que como
uma gangorra,
eleva-se a um nível de maior receptividade.
A
auto-sugestão não necessariamente se
dá através
da repetição de frases positivas, mas
especialmente pela mentalização da
imagem que representa aquilo que você quer.
Por exemplo, imagine que você está assistindo
a um filme do que irá se passar com você no
dia de amanhã (lembre-se que você é o
roteirista, diretor, ator, contra-regra, etc.). Veja-se
bem disposto e humorado, com motivação
na tarefa comum e conhecida, valorizado e realizado.
Adormeça
assistindo a este filme. Estas imagens/pensamentos
funcionam como um comando hipnótico com efeitos
incontestáveis.
Quando sou questionado sobre
a eficácia desta técnica,
proponho á pessoa que acesse em seu
arquivo de memória
uma experiência dessa natureza cujo resultado
tenha sido satisfatório.
Uma experiência
bastante comum e freqüentemente
relatada, é aquela em que a pessoa determina,
ainda em vigília, um horário
para despertar, instante antes do alarme do
relógio-despertador. Se ela pode
programar mentalmente para despertar, pode
também
fazer outras programações (inclusive
negativas, como muitas vezes faz, como por
exemplo, “estou indo
dormir tão tarde que amanhã estarei
só o
pó”).
Funciona? Duvide... mas tente!
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