O princípio
muito útil de um inventor (perfil: Lowell Noble)
Robert B. Dilts
(no livro Tools for Dreamers)
Trechos
de entrevista concedida a Robert Dilts:
Dilts: Você é um
inventor de sucesso, com várias
patentes no campo da eletrônica. Quando você pensa
sobre ser criativo, pensa como sendo um estado específico
no qual você entra? Você acha que acontece
de vez em quando por um breve tempo, ou é algo no
qual você trabalha?
Lowell: Em geral é um processo que ocorre quando eu
já tentei organizar e pensar sobre algo o máximo
possível. Em geral é dirigido a resolver um problema
específico ou alcançar uma meta específica.
Acho que pode ser um processo lento. Meu melhor pensamento
criativo acontece com freqüência entre 7 e 9 horas,
quando estou deitado de costas na cama. Mas em geral faço
muita preparação e ponho previamente muita informação
na minha mente, que deixo digerir durante a noite, e a maioria
das minhas idéias surgem de manhã. Acordo
e estou bem organizado.
Dilts: Há momentos em que você quer ser criativo,
mas descobre que está difícil?
Lowell: Certamente que sim,
mas tento não
pensar nisso.
Dilts: Então você se concentra nos seus sucessos
ao invés de suas falhas, o que parece ser uma boa estratégia.
Mas eu gostaria de descobrir como, especificamente, você lida
com as falhas e com estar bloqueado quando tenta ser criativo.
Houve algum momento, digamos, em que você queria fazer
algo, achou que tinha toda a informações, deitou-se
na cama e não funcionou?
Lowell: Bem, eu não penso nesse tipo de coisas como
falhas, o que eu tento fazer é categorizá-las
como soluções para problemas que ainda não
surgiram. Ocorre várias vezes de você tentar algo
que funciona muito bem para algumas coisas, mas que não
vai resolver os seus problemas. Neste caso você tem que
registrar. Talvez seja uma solução para um problema
que virá depois.
Dilts: Então quando algo não funciona, você pensa
nisto como uma solução para algum outro problema
que não o que está trabalhando. Isto é formidável.
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